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Pedofilia: Pai diz que ele tem o direito de ser o primeiro a transar com minha filha.

Arte: Revista Veja


No início da semana eu estava ouvindo o Programa Debate Melodia, pela internet, www.melodia.com.br, logo que começou o debate cujo tema era reencarnação, o dono da emissora chegou com o Senador Magno Malta, que é presidente ou membro da CPI da pedofilia, o que se seguiu foi algo de indignar qualquer um. Até mesmo porque o senador passava essa indignação falando do circo de horrores que ele tinha em mãos, as frequentes ameças de morte que ele e a família sofrem, pois ele está com fotos vídeos de políticos famosos, religiosos das mais variadas vertentes, autoridades policiais e gente de muito destaque em todo Brasil.

Agora acaba de chegar as bancas a Revista Veja com a seguinte introdução:

"A capa de VEJA é sobre pedofilia, um dos crimes mais hediondos que as patologias mentais são capazes de planejar e executar. É monstruoso, para satisfazer um desejo, um adulto destruir psicologicamente uma vida que mal começa e subtrair dela as expectativas e as potencialidades futuras. Esse crime deveria ser punido com rigor no Brasil. Mas ocorre justamente o oposto. Essa modalidade criminosa é subnotificada nas delegacias brasileiras, e quando um caso chega ao conhecimento dos policiais raramente resulta em punição aos criminosos. A reportagem mostra que em muitas cidades do interior do Brasil a pedofilia é um esporte bárbaro a que se dedicam cidadãos poderosos, com a omissão e a submissão das pessoas de bem, que se calam por medo de atos de vingança.


Uma situação em particular, a da cidade de Catanduva, no interior de São Paulo, é analisada pelos repórteres da revista. A cidade, de 100 000 habitantes, está na mira da CPI da Pedofilia e, na semana passada, foi visitada pelos senadores que investigam esses crimes. É um caso sério. O manto do silêncio caiu sobre a cidade. A delegada encarregada de investigar os crimes de pedofilia cometidos pelos poderosos locais cuidou de alertar um dos suspeitos de que o computador dele seria apreendido, dando-lhe tempo de apagar as provas de seus atos ilegais. As mães de crianças atacadas pelos predadores sexuais de Catanduva viram-se obrigadas a depor aos senadores escondidas sob capuzes para disfarçar sua identidade e, assim, tentar escapar de retaliações. Uma situação medieval de crueldade exercida por mandatários contra uma população indefesa. Em pleno século XXI. Em São Paulo, o estado mais rico, moderno e industrializado do Brasil. Ficarão impunes? "


Na minha experiência mais próxima a pedofilia foi dia desses, conversando com um amigo pedagogo, aprovado em concursos para uma equipe, composta por assistente social, psicólogo, entre outros. Ele está iniciando agora, mas ele me narrou um foto que o deixou estarrecido.

Em conversa com um pai preso por ter violentado as filhas sexualmente, ele não demonstrava nenhum tipo de constrangimento ao narrar os fatos, e disse com todas a letras

- Eu tenho o direito de tirar a virgindade e transar com minhas filhas, pois eu as criei até agora, trabalhei duro pra isso... vou entregá-las a um cara que não fez nada por elas para aproveitar isso?? Não esse é um direito meu meu, quando sair daqui vou continuar fazendo isso.

Bem... acho que não preciso escrever mais nada!

E você, sabe de algum fato comprovado sobre pedofilia?

Coisas que gosto de ler, mas é muito triste



Inquérito incompetente beneficia Dantas
A edição da VEJA põe ordem na barafunda, a começar da irretocável Carta ao Leitor.

A prisão do banqueiro Daniel Dantas, do especulador Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, acusados de um rol de crimes que envolvem de corrupção a fraudes financeiras, vai seguindo um roteiro previsível no caso dos crimes dos colarinhos-brancos. O juiz decreta a detenção temporária ou preventiva sem que haja necessidade para isso, a Polícia Federal protagoniza uma ação espetaculosa, os presos aparecem de algemas nos jornais e na televisão, os advogados dos presos entram com pedido de habeas corpus, uma instância superior o concede, os presos são libertados para responder ao processo em liberdade – e, depois de anos de refrega jurídica, os acusados são absolvidos. Na massacrante maioria das vezes, não porque sejam de fato inocentes, mas porque o inquérito original, feito a toque de caixa, com falhas e inconsistências pueris, abre aos advogados de defesa brechas enormes para fazer a transformação de criminosos em injustiçados.

A lógica mais banal sugere que deva ser feito o contrário: a polícia investiga os suspeitos, elabora um inquérito com provas e argumentos irretocáveis, a peça é examinada e acolhida pelo juiz, abre-se um processo com os réus respondendo em liberdade e, só lá no final, em caso de condenação, os culpados são presos. Presos de verdade, por anos a fio, e não apenas por alguns dias, como vem sendo a regra.

No que se refere à última operação da Polícia Federal, esses erros de investigação tão comuns atingem níveis lisérgicos. A pressa em produzir imagens para a televisão de criminosos de colarinho branco sendo algemados resultou em um inquérito incompetente na colheita de provas, indigente em sua compilação e ágrafo na apresentação final – o que prenuncia vida fácil para a defesa dos acusados quando as instâncias judiciais começarem a cumprir sua nobre função. Os policiais produziram 5 000 páginas. Elas foram reduzidas a 173 no relatório final do juiz, que teve a sabedoria de rejeitar a imensa quantidade de arbítrios, julgamentos apressados e convulsões ideológicas exaradas pelo delegado da Polícia Federal responsável. Uma reportagem desta edição de VEJA mostra que essa operação foi feita longe do alcance do diretor-geral da PF e com a participação indevida de espiões da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O resultado do amadorismo e da incompetência do trabalho policial será, provavelmente, a impunidade de Dantas, Nahas e companhia. Uma pena.

Fonte: Revista Veja

 
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